Tessa Hadley reads Gold watch, by John McGahern, New Yorker

Gold Watch

By John McGahern

March 10, 1980

IT was in Grafton Street we met, aimlessly strolling on one of the lazy lovely Saturday mornings in spring, the week of work over, the weekend still as fresh as the bunch of anemones that seemed the only purchase in her cane shopping basket.

“What a lovely surprise,” I said, and was about to take her hand when a man with an armload of parcels parted us as she was shifting the basket to her other hand, and we withdrew from the pushing crowds into the comparative quiet of Harry Street. We had not met since we had graduated in the same law class from University College five years before. I had heard she’d become engaged to the medical student she used to knock around with, and had gone into private practice down the country, perhaps waiting for him to graduate.

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Um microconto de natal

Ele avançou para a vaga, quase batendo no outro carro que esperava havia uns três minutos, com a seta ligada, e, pelo retrovisor, viu a boca da motorista xingá-lo. Desligou o carro, pegou o celular e começou a ver um vídeo publicado num grupo de mensagens. Abriu a porta e sentiu o ar pesado, quente e sufocante. O shopping estava cheio para as compras de natal. Caminhou apressadamente em direção a entrada até desacelerar quando sentiu o ar fresco do interior. Encostou-se num canto de uma vitrine e reviu mais uma vez o vídeo, um trecho de uma entrevista do político que apoiava. Abriu a pequena lista de compras feita pela esposa, suspirou e mergulhou no fluxo de pessoas e sacolas, desviando delas com agilidade. Havia filas para tudo, e foi assim que se passaram quase duas horas, mesmo com sua rapidez para encontrar os presentes nas lojas. 

— Boas festas, senhor!

— Feliz natal. Fe-liz na-tal! — respondeu para a jovem do caixa, na última loja.

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