
Gosto de cemitérios. Morei atrás de um durante a maior parte da infância. Olhava pela janela do meu quarto as lápides que datavam do fim do século XIX. Ainda me lembro de alguns dos nomes. Às vezes, eu acenava para as pedras quando voltava da escola; às vezes, esquecia-me delas por semanas. Meus amigos e eu costumávamos cortar caminho pelo cemitério para chegar ao riacho ou ao bairro vizinho, e não nos preocupávamos sobre em quem estávamos pisando. Nunca tivemos medo. Nunca levamos aquele lugar a sério, nem espiritualmente.
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